Entre a leveza da estação e a profundidade das narrativas que a inspiram, as propostas primavera-verão 2026 da Pêra Lima desdobram-se em duas histórias visuais distintas, mas interligadas por uma identidade estética coesa. Uma abordagem onde a moda se aproxima da literatura, traduzindo emoções, memórias e simbolismos em peças que equilibram romantismo contemporâneo e funcionalidade.
The Little Prince
Este lançamento é inspirado na obra O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, traduzindo-se numa coleção construída em camadas, quase como capítulos de uma narrativa sensorial: tons de rosa e verde assumem protagonismo e exploram diferentes intensidades, ao criar uma paleta simultaneamente delicada e expressiva. A fluidez dos tecidos acompanha esta linguagem, o que resulta em silhuetas leves que se movem com naturalidade.



As blusas com mangas em balão emergem como elementos centrais, prolongando-se numa continuidade orgânica até vestidos etéreos e elegantes.



Os vestidos que, pela sua versatilidade, se afirmam como peças-chave, com comprimentos variados, saias rodadas ou linhas mais direitas, cortes distintos que se adaptam a diferentes estilos e ocasiões.



Os detalhes cuidadosamente trabalhados elevam cada peça: mangas franzidas, laços subtis e acabamentos que revelam uma atenção minuciosa ao detalhe.


Os casacos curtos e coletes introduzem estrutura, funcionando como contraponto à leveza dominante e consolidando-se como clássicos intemporais.



As calças e calções em rosa, verde e cru completam a proposta com uma versatilidade evidente, permitindo combinações sofisticadas e inesperadas. Um equilíbrio entre estética e funcionalidade que reforça a ideia de um guarda-roupa pensado de forma inteligente.



My Sweet Orange Tree
Inspirada em Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, esta coleção surge como uma continuação natural, tanto estética como emocional. As linhas depuradas e cortes sublimes mantêm a coerência visual da coleção anterior, enquanto a paleta cromática evolui subtilmente.


O verde e laranja são a base, mas abrem espaço a um azul claro luminoso que evoca dias longos de verão, combinado com o amarelo manteiga, um dos tons mais marcantes da estação, já reconhecido como um clássico contemporâneo.


Os vestidos voltam a assumir protagonismo, desta vez com cortes que exaltam a silhueta feminina com uma elegância descomplicada. Deste modo, movimento e sofisticação coexistem, o que proporciona peças versáteis que transitam naturalmente entre contextos.


Para o dia a dia, destacam-se as calças em amarelo manteiga e a saia laranja com o padrão central da coleção: uma laranjeira habitada por pássaros, símbolo de uma narrativa que cruza natureza e imaginação.


As blusas acompanham esta linguagem, alternando entre o laranja e o azul claro, com mangas em balão e drapeados que reforçam a dimensão artística.


Um dos destaques vai para o top e a blusa em amarelo manteiga que reinterpretam o padrão principal através de um traço minimalista. Uma desconstrução subtil que eleva o conceito da coleção, evidenciando a beleza das formas simples e a sofisticação do essencial.


Inspirada numa história de infância, imaginação e ternura, esta proposta mergulha num espaço emocional onde permanece viva uma criança que nunca deixou de imaginar, que encontra companhia no silêncio e beleza onde mais ninguém vê. Uma sensibilidade que se traduz numa moda que vai além da superfície.
A construção de uma narrativa intemporal
Entre ambas as coleções, evidencia-se uma construção coesa e funcional, onde as peças se complementam como num armário cápsula cuidadosamente pensado. Versatilidade, intemporalidade e uma estética refinada convergem numa proposta alinhada com as exigências contemporâneas.
Na base deste universo está a Pêra Lima, marca portuguesa fundada por Patrícia, pintora profundamente ligada à narrativa e à memória. Inspirada pelas vivências de infância no pomar de pêras do avô Pereira, a criadora construiu uma identidade onde arte e moda coexistem de forma orgânica. A partir do atelier em Vila do Conde, desenvolve estampas exclusivas, muitas vezes em colaboração com artistas locais, que dão forma a estas “histórias vestíveis”.
Com produção integral em Portugal e recurso a algodão orgânico
O algodão orgânico é uma matéria-prima que provém da ag... ver mais... certificado pela BCI, a marca afirma um compromisso claro com a sustentabilidade e o design nacional. Mais do que vestir, propõe sentir, porque, tal como na literatura, também aqui o essencial vive no detalhe, na intenção e na história por detrás de cada peça.











