Nos últimos anos, a indústria portuguesa do calçado tem desenhado a sua própria mudança tectónica, reformulando processos, matérias e ambições. A partir de 28 de novembro, essa transformação torna-se visível ao grande público através de “A DOIS PASSOS DO FUTURO”, a nova exposição que inaugura no MUDE – Museu do Design, com curadoria e desenvolvimento da Associação ModaLisboa.
O ponto de partida é o programa BioShoes4All
O BioShoes4All é um projeto de inovação e capacitação d... ver mais..., motor de uma reconfiguração profunda liderada pela APICCAPS e pelo CTCP. Se até agora este movimento se mantinha nos bastidores, entre laboratórios, centros tecnológicos e unidades produtivas, a exposição vem abrir essa cortina, apresentando-nos um setor que se redesenha com precisão científica e sensibilidade ambiental.

O visitante encontra um panorama onde a inovação é verdadeiramente transformadora: couros estabilizados com compostos vegetais, biomateriais gerados a partir de fibras naturais ou resíduos agroindustriais, polímeros biobaseados, compósitos recicláveis e soluções orientadas para a economia circular
O conceito de economia circular tem como objetivo reduzir o ... ver mais... surgem não como experiências isoladas, mas como capítulos de uma mudança sistémica. É a prova material de que a sustentabilidade deixou de ser promessa para se tornar método e identidade.
A exposição é organizada como um percurso fluido e inteligível, através da tradução de processos que habitualmente se escondem na complexidade técnica. Revela como se aplicam metodologias de ecodesign, de que forma se reintegram resíduos pós-consumo, e como plataformas digitais permitem partilhar recursos, simplificar decisões e reforçar a transparência de todo o cluster. No essencial, a exposição explica não apenas o que mudou, mas como se muda uma indústria a partir de dentro, conjugando rigor, criatividade e responsabilidade.

Até 25 de janeiro, “A DOIS PASSOS DO FUTURO” convida a descobrir este ecossistema em plena transição: novos materiais, novas linguagens produtivas, novas ecologias industriais. Uma viagem que nos lembra que o futuro do calçado português constrói-se passo a passo, com ciência, estilo e visão.










